Do que se fala, ou sobre o que se escuta em uma análise?
- 27 de jun. de 2022
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Sabemos que é inerente à vida humana o sofrimento, o sentimento de desamparo (vazio, falta), mal-estar.
Para dar vazão a esse mal-estar, a essa tensão que se cria, entre aquilo que se quer e aquilo que se pode realizar, dentro dos próprios limites de uma cultura e das possibilidades do sujeito, se dá a formação de sintomas.
O sintoma, para a psicanálise, é uma das formas que o sujeito encontra para dar vazão ao seu sofrimento, é a partir dele que o sujeito fala de si, é sua marca no mundo. É através dele que vamos percorrer a história de cada um na tentativa de se fazer uma outra possibilidade, uma forma menos sofrida de se fazer ouvir.
Apesar de cada sintoma dizer sobre a singularidade daquele sujeito que o porta, existe uma gramática de sofrimento – determinadas formas de sofrer – que se impõe socialmente em uma determinada época e contexto e em uma certa localidade – por exemplo, histeria na época de Freud e depressão nos dias atuais.
Hoje qualquer mal-estar é lido como um transtorno/disfunção e que, para tal, o mercado neoliberal vai ter um produto a ser consumido, podemos ir desde medicamentos até terapêuticas que oferecem a promessa do bem-estar (felicidade, sucesso etc) acima de tudo.
Nesse sentido, em nossa prática temos de estar sempre advertidos!
Não se pode generalizar, catalogar, mas acolher cada sujeito na singularidade da sua condição e, igualmente, na exclusividade das alternativas que cada um constrói para lidar com seu mal-estar.
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