top of page


Não é incomum escutarmos que “toda brincadeira tem um fundo de verdade”. Por meio de brincadeiras e piadas é possível que encontremos, inconscientemente, caminhos capazes de burlar nossa própria censura em dizer algo para determinada pessoa que de outra maneira talvez não nos arriscamos a dizer.


A verdade dita através de um chiste acaba sendo relativizada, pois o caráter de seriedade do que é afirmado é tomado como dúbio. A desculpa de que “é apenas uma brincadeira” torna-se uma via de escape caso o conteúdo de “verdade” contido seja recebido como ofensivo.


É interessante como escritores, poetas e dramaturgos valem-se, e não por acaso, em suas produções, de figuras como crianças, bobos da corte, palhaços, na forma de personagens que podem revelar a verdade de uma situação ou história, justamente por personificar a brincadeira e a troça e, consequentemente, não serem levados “tão a sério”.


Tudo isso não anula a importância essencial do caráter de leveza que o cômico traz para a vida humana na sua lida com os problemas e dificuldades do viver, sobretudo do viver compartilhado.




Aquele que deseja praticar a psicanálise e, portanto, atuar como um psicanalista, deve sustentar essa posição a partir do “tripé psicanalítico”.


O tripé da psicanálise se compõe de:


Análise pessoal;

Estudo teórico continuado;

Supervisão da prática clínica.



Análise pessoal


O psicanalista precisa, necessariamente, passar pela experiência de análise, ou seja, ele tem de ocupar o divã e conhecer o método terapêutico na prática.



Estudo teórico continuado


É preciso que se estude, continuamente, as noções teórico-técnicas que se originam a partir da práxis clínica e que, por sua vez, ajudam a orientá-la.



Supervisão da prática clínica


Momento em que o psicanalista discute com outro psicanalista acerca de seus casos clínicos, de modo que sua compreensão dos casos possa ser ampliada levando em conta pontos trazidos por essa terceira pessoa.


  • 1 min de leitura

As palavras causam efeito naquele que as escuta e, também, em quem as diz.



A psicanálise trabalha com a cura através das palavras. Há, porém, muitas dúvidas e descrença quanto à eficácia de se usar o poder das palavras em um tratamento psicoterápico.


Façamos uma rápida reflexão: já parou para pensar o quanto uma simples palavra, dita ou escutada, pode afetar o seu estado de humor e mudar todo o seu dia? Uma palavra ofensiva, às vezes, pode nos deixar mal por um bom tempo, assim como um mero elogio pode fazer com que nos sintamos mais alegres e dispostos.


As palavras causam efeito naquele que as escuta e, também, em quem as diz.


É por meio da fala e das palavras que a psicanálise atua, fazendo com que o sujeito, ao falar e se escutar falando, crie a possibilidade de caminhos alternativos tanto para seu sofrimento quanto para seu desejo.


Logo-horizontal.png

Siga a gente:

  • Facebook Basic Black
  • Preto Ícone Instagram
bottom of page