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O que conhecemos como a Psicanálise, foi criado por Freud no final do século XIX.



A origem da Psicanálise tem uma relação íntima com a vida de seu fundador, Freud (1856-1939).


De formação médica na Universidade de Viena em 1881, Freud se coloca na comunidade como um renomado neurologista, trabalhando também como psiquiatra.


Em seu trabalho clínico se deparou com aquilo que ele chamou de “problemas nervosos”, que o levou a apontar questões que se colocavam como uma limitação no tratamento oferecido pela medicina convencional na sua época.


Freud se dedicou às investigações do psiquismo, com forte influência da biologia. Ainda que alguns considerassem a Psicanálise como filosofia, Freud desenvolveu algo além disso, criando a partir de sua prática clínica uma teoria que pudesse dar conta da complexidade do psiquismo humano.


Parece-nos que há aqui uma pergunta fundamental a ser feita pelos praticantes da psicanálise: como assegurar que a psicanálise não se dissolva em outros discursos e práticas que estão a serviço do capital, a exemplo de outras psicoterapias?


Cabe aos psicanalistas não se esquecerem de que a psicanálise não é uma técnica a ser dominada e instrumentalizada por um especialista médico ou qualquer outro, senão por aqueles a que foram submetidos “até o osso” em suas análises, através de suas experiências na associação livre, na apropriação da teoria elaborada por Freud e em suas supervisões ou análises de controle, já que um psicanalista só se faz nas formações do inconsciente.


Basta recorrer à história da Psicanálise para que possamos constatar que ela sempre esteve à altura de sua época, se posicionando de forma ética na compreensão dos sintomas e se engajando, através de psicanalistas decididos, a sustentar teoria e técnica.


O seu sintoma pode dizer de você tanto quanto você pode falar dele.



O sintoma, para a psicanálise, é a camada superficial que dá vazão e simboliza o sofrimento oriundo de uma trama conflituosa mais profunda. Aquilo que mais se deseja, muitas vezes, pode ser algo que entra em conflito direto com os valores morais, sociais e culturais adquiridos ao longo da vida.


O sintoma é uma produção singular de cada sujeito e visa conciliar essas duas tendências opostas que se chocam: aquilo que se deseja e aquilo que se pode realizar a partir do que se deseja.


Por isso, ainda que um mesmo sintoma possa se repetir em diferentes pessoas, ele sempre representa e diz algo muito íntimo e único de cada um, pois revela quais os conflitos implícitos na vida psíquica do sujeito e mostra a forma própria como ele lida com isso.



Numa busca pela internet, ‘sonhar com’ seguido de algum elemento (dente caindo, cobra, gato etc.) é sempre seguido de alguma explicação ‘de dicionário’. Porém, para a psicanálise, o sonho é um roteiro de uma peça muito singular, escrita, dirigida e estrelada pelo sonhador.


Sonhar é uma produção do inconsciente de cada um, uma espécie de ‘carta cifrada’ cuja mensagem é direcionada àquele que poderia realizar nossos desejos desimpedidos. Sonhar também é um momento de satisfação de metas que normalmente, na vida acordada, são impossíveis.


Numa análise, os sonhos podem aparecer como estratégias para o inconsciente comunicar algo que de outra forma seria incomunicável.


Você se recorda de algum sonho em especial?


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